Se você plantasse uma árvore hoje, esperaria encontrá-la florida amanhã?
Parece absurdo quando colocado dessa forma, mas não são poucas as vezes em que cobramos algo semelhante de nós mesmos. Em que insistimos em passar por cima do tempo que existe entre o plantio e a colheita, e que requer paciência. Paciência esta não como ausência de movimento, e sim como passos numa cadência respeitosa do ritmo do processo.
Falando por mim, precisei iniciar (e, muito acertadamente, interromper) uma formação em Economia para entender que eu não era das exatas (rs), demorando mais do que eu esperava e gostaria para ingressar no curso em que eu realmente me formaria.
Minha graduação em Psicologia tampouco foi concluída no tempo esperado – mais uma vez, por circunstâncias da vida, veria os outros “darem frutos” enquanto eu permaneceria.
Nosso tempo de maturação é diferente do tempo do outro. Costuma também ser diferente das expectativas que temos sobre ele. Fazer as pazes com isso me exigiu uma pitada a mais de humildade para reconhecer que as coisas não dependem só de mim: por mais que eu queira, se o solo e o clima não estiverem propícios, não haverá colheita.
Mas isso não precisa ser negativo – cada estação tem suas belezas e seus mistérios, e nem sempre é tempo de colheita. Não precisamos viver em constante primavera, há tempo para tudo.