Às vezes, me pego pensando sobre como teria sido se as coisas tivessem acontecido da maneira como eu insistia em querer, e percebo o tanto que ganhei perdendo.
Quantas expectativas e planejamentos frustrados não acabaram sendo o que eu precisava para entender (como pouco teimosa que sou) que é menos sobre aonde quero chegar, e mais sobre o caminhar.
Sobre a forma como quero lidar com os desvios que modificarão esse caminho. Sobre me abrir para as reformulações de confortáveis “certezas” que tenho topado revisitar. Sobre estar presente nos encontros que farão desse caminho um espaço de afeto e de tanto mais…
Saindo do Ensino Médio, tive a brilhante ideia de iniciar uma graduação em Economia. Graças à vida, seus caminhos tortos e algumas matérias sofridas de contabilidade, tive outra ideia, que se revelaria bem mais certeira: sair da graduação de Economia.
Não saí economista, mas saí, sem dúvida alguma, mais econômica – de certezas, verdades absolutas, planos inflexíveis (e dinheiro, porque o boleto sempre chega).
Não saí com todos os meus dilemas respondidos, mas saí entendendo e topando que a vida e a profissão que escolheria abriria mais perguntas do que respostas.
Não saí expert em resolver equações, mas saí disposta a me relacionar com elas de forma diferente: sendo presença para os questionamentos que contêm e encontrando beleza nos mistérios que carregam.