Notas sobre um voluntariado nos andes peruanos

Minha viagem ao Peru foi a menos planejada e a mais insana que já fiz até hoje. Saí com uma fome de leão por encontros, e fui mais que saciada pela vida que me presenteou com uma fartura de pessoas e projetos com os quais me deparei numa cidadezinha singelamente emoldurada por uma cordilheira dos Andes de tirar o fôlego (literalmente).

Foram encontros com pessoas tão diferentes e interessantes, inclusive eu mesma, em uma nova versão que estou buscando construir. Com essas pessoas, compartilhei desde sonhos e propósitos até rotinas caóticas e quarto/banheiro/cozinha mais caóticos ainda. 

Compartilhar é realmente uma boa palavra para definir essa experiência e o compromisso que firmo a cada dia comigo mesma. Afinal, como li por acaso no avião, “eu só acredito em uma vida vivida coletivamente” (A.C.A). 

Colocar o meu trabalho a serviço dessa crença é uma premissa ética que me alimenta enquanto dou meus pulos para entender como concretizar isso da melhor forma. No Peru, foi atendendo mães e crianças em espanhol, num pasto, entre porcos, cavalos e llamas que compunham a paisagem do meu “consultório” improvisado ao ar livre. Dias intensos dos quais me lembro com muito carinho e já com saudades.